19 de dez de 2012

Conhecendo Letícia



Quarta-feira dia 12, conheci Nádia Lapa pessoalmente. Ela, amazonense moradora de São Paulo, veio ao Rio para lançar seu livro "Cem Homens Em Um Ano". Escrito sem pudores ou moralismos e expondo as experiências de Letícia (pseudônimo usado por Nádia), o livro foi baseado no blog que ela escreveu durante sua tentativa de completar a "meta" de transar com cem homens em um ano. Como ela mesma diz, não se cobrava para alcança isso (e acabou deixando isso de lado ao longo do seu ano).

O blog descrevia várias experiências que tinha conforme as mesmas iam acontecendo. Obteve sucesso e ganhou admiradores, fãs, amigos e haters. Claro que alguém não pode fazer o que quer sem ser recriminado, não é mesmo? (aparentemente está é tudo errado nesse mundo) Tudo isso está relatado no blog da autora (mesmo com alguns textos tendo sido retirados do ar após suas próprias revisões), que ultrapassou obstáculos, separações e depressão enquanto escrevia.

Conheci o blog através de uma "curtida" de uma amiga no Facebook. A página tinha o mesmo nome do blog e fiquei curiosa pra saber se era disso mesmo que o site tratava. Entrei, li e constatei que sim. Gostei da maneira que ela escrevia, do modo como conduzia as críticas jogadas cruas em sua frente, gostei da coragem dela, gostei das passagens feministas expressas em seus posts. Passei a seguir a autora no Twitter e acompanhava não só os posts no blog como as dificuldades que enfrentava.

Em um dado momento, em meio ao ódio alheio, confusões e discussões a respeito de sua vida (inclusive por pessoas do próprio trabalho), Letícia se revelou. Primeiro o rosto, depois o nome, Nádia. Contou coisas de sua vida pessoal, dramas familiares e problemas sérios a respeito de sua depressão. Agora ela tinha se exposto de fato. Não foi fácil, ela mesma deixou isso claro na dedicatória que fez em meu livro semana passada, mas ela passou por isso.

Com um livro interessante, verdadeiro e sem pudores, Nádia conseguiu reunir suas experiências em uma leitura rápida e simples, que conquistam aqueles que têm uma cabeça aberta e empatia.

Por Ju Oliveira

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