11 de fev de 2012

Especial Bicentenário de Charles Dickens



Esta semana, mais precisamente no dia 7 de fevereiro, comemoramos o Bicentenário de Charles Dickens, um dos mais populares romancistas da era vitoriana.

Educado por sua mãe, passava a maior parte do seu tempo, quando pequeno, lendo. Entre suas leituras favoritas estavam Dom Quixote (que mais tarde o influenciaria em The Pickwick Papers) e As Mil e Uma Noites.

Ainda muito jovem, seu pai foi preso por dívidas depois de gastar todo o dinheiro da família. Com isso a família se mudou para um bairro popular e mais barato em Londres. Para conseguirem dinheiro, a família vendeu alguns pertences, incluindo a biblioteca familiar que fora tão importante na infância do jovem Charles Dickens.

Aos doze anos começou a trabalhar em uma fábrica de graxa e com o dinheiro sustentava a família, encarcerada na prisão dos devedores. Alguns anos mais tarde a situação da família melhorou, após seu pai receber uma herança. Sua família deixa a prisão, porém, sua mãe no o retira logo do trabalho na fabrica, e Dickens jamais a perdoaria por isso. Essa época de sua vida seria de grande influência em sua obra futura, principalmente em Little Dorrit

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Trabalhou em um escritório e em um tribunal. Torna-se jornalista, começando como cronista judicial. E é nessa época que Dickens começa a escrever Sketches by Boz (Esboços de Boz). Com pouco mais de vinte ano, ele começa a escrever The Pickwick Papers (a tradução do título é muito variada, as principais são: As Aventuras do Sr. Pickwik, Documentos de Pickwick e Papéis de Pickwick) que consolida seu nome como escritor. A obra originalmente deveria ser uma série de folhetins semanais composto de comentários e ilustrações desportivas, mas Dickens transformou-o em um clube de observadores de curiosidades. De início a série não obteve sucesso, somente após a aparição do personagem Sam Weller as vendes passam de 400 exemplares para 40 000.

Em 1838 começa a publicação de Oliver Twist, onde pela primeira vez criticava os males da sociedade vitoriana. Em 1843 publica seu primeiro livro natalino: A Christmas Carol (Canção de Natal), seguido de  The Chimes  em 1844 e The Cricket on the Hearth (O Grilo da lareira) em 1845. Em 1848 publica Dombey and Son, onde descreve o meio dos transportes ferroviários, tema estreitamente relacionado com a Revolução Industrial que conformava a sociedade vitoriana. Em 1849 publicou aquele que viria a ser o mais popular dos seus romances, David Copperfield, onde se inspirava, em grande parte, na sua própria vida.

Em 1985 sofre um acidente de trem onde nada o acontece, mas nunca se recuperaria do choque. Separado da mulher, mãe de seus dez filhos, e vivendo uma relação, que nunca foram reconhecida oficialmente, com outra mulher, um escanda-lo para a sociedade da época. A partir de 1858, os seus últimos anos de vida são ocupados principalmente por leituras públicas de seus escritos. Dickens, com a sua interpretação apaixonada e a forma como se entregava à narração, não só arrebatava gargalhadas (e, principalmente, lágrimas) das audiências, como se arrebatava a si mesmo, exaurindo as suas forças, e que futuramente seria apontado como possível causa de sua morte que só acontece em 1870.

Charles Dickens falece em 1870 de morte cerebral Em sua sepultura, no Poets' Corner na Abadia de Westminster, está gravado: "Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte, um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo.".

Principais obras:

The Pickwick Papers (1836)
Oliver Twist (1837–1839)
Nicholas Nickleby (1838–1839)
The Old Curiosity Shop (Loja de Antiguidades)(1840–1841)
Barnaby Rudge (1841)

Os Livros de Natal:
A Christmas Carol ("Canção de Natal" ou "Um conto de Natal") (1843)
The Chimes (1844)
The Cricket on the Hearth (1845)
The Battle for Life (1846)

Martin Chuzzlewit (1843-1844)
Dombey and Son (1846–1848)
David Copperfield (1849–1850)
Bleak House (A Casa Abandonada, Casa desolada ou Casa sombria) - (1852–1853)
Hard Times (Tempos Difíceis) (1854)
Little Dorrit (A pequena Dorrit) - (1855–1857)
A Tale of Two Cities (Um conto de duas cidades) (1859)
Great Expectations (Grandes Esperanças) - (1860–1861)
Our Mutual Friend (1864–1865)
The Mystery of Edwin Drood (inacabado) (1870)



Com sua escrita poética repleta de críticas sociais, Dickens traçou, com palavras, um retrato da sociedade inglesa da época. Segundo a Wikipédia: "Os temas mais recorrentes em Dickens correspondem a uma vontade de reformar a sociedade exploradora que pertencia e que se concretizava nos asilos para órfãos, nos locais de trabalho degradados, nas escolas que mais se assemelhavam a locais de tortura e no ambiente sórdido das prisões. Ao comparar os órfãos a acções da bolsa, pessoas a barcos rebocadores, ou convidados para jantar a peças de mobília, Dickens conseguia resumir numa imagem o que descrições mais complexas não conseguiriam transmitir. Satirizou o pedantismo da aristocracia britânica com especial sarcasmo."

Hoje, não há quem não conheça sua obra. Você pode nunca ter lido nenhum dos livros dele, mas certamente já assistiu alguma série ou filme baseado em uma de suas obras. Segundo o Internet Movie Database, existem cerca de 325 adaptações de suas obras tanto para o cinema quanto para a televisão (seja filme para a televisão ou série) e que variam de obras adaptadas, inspiradas e releituras de sua obra.

Com isso, acredito que não haja dúvidas quanto a grandiosidade de Dickens e sua obra, que não fora importante somente para sua geração, mas que não importa o tempo que passe, sempre nos recordará valores que são aplicáveis a qualquer tempo, qualquer sociedade.










Créditos:
Imagem do início do post refere-se ao doodle do Google em homenagem ao bicentenário no dia 7 de fevereiro de 2012.

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